sexta-feira, 8 de junho de 2012

ESCALA MAIOR / ESCALA MENOR

ESCALAS MAIORES / ESCALAS MENORES

 Escala maior – Utilizando como base a escala de dó, vamos observar essa escala no teclado do piano.

 Observe que o teclado apresenta notas brancas e notas pretas. As notas brancas são chamadas de naturais, não possuem nenhum tipo de alteração (# ou b). O importante é notar que essa escala, conhecida como escala maior, possui uma estrutura de tons e semi-tons. Observe também que quando existe uma nota preta entre duas notas brancas a distância entre as notas é de um tom e quando não existe nota preta entre duas notas brancas a distância entre elas e de ½ tom ou um semi-tom. A organização destes tons e semi-tons é que determina se uma escala é maior ou menor. Como podemos observar, numa escala maior, existem ½ tons entre a terceira e a quarta nota e entre a sétima e a oitava nota da escala.

Escala Menor – Quais as mudanças necessárias para transformar uma escala maior em menor? Na verdade o que muda é a posição dos ½ tons. Como já vimos anteriormente na escala maior teremos a distância de ½ tom entre a terceira e a quarta nota e entre a sétima e a oitava nota. Com isso nossa escala de dó maior ficaria da seguinte forma:

 DÓ_RÉ_MI.FÁ_SOL_LÁ_SI.DÓ (o ponto indica o ½ tom)

 Na escala de dó menor a distância de ½ tom fica entre a segunda e a terceira nota e entre a quinta e a sexta nota. Assim sendo, a escala de dó menor pode ser montada da seguinte forma:

 DÓ_RÉ.MIb_FÁ_SOL.LÁb_SIb_DÓ

 Utilizando novamente o nosso teclado, observe a seguinte curiosidade:
 Se começarmos uma escala a partir da nota Lá, teremos uma escala menor sem precisar utilizar os símbolos de alteração de nota (# e b). Isso porque da mesma forma que o Dó serve para montar a escala “padrão” maior, o Lá serve para montar a escala “padrão” menor. Observe agora essa escala e repare onde ficam os ½ tons.

 LÁ_SI.DÓ_RÉ_MI.FÁ_SOL_LÁ

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

História da Gravção de Áudio

· 1877 – Foi feita a 1ª gravação de voz, usando o “Fonógrafo”, um aparelho cilíndrico com várias camadas de metal, inventado por Thomas Edison e no qual é armazenada a informação. Edison fez a primeira gravação com o célebre poema "Mary has a little lamb".

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Figs.1 e 2 – Vista geral e em detalhe do cilindro, de um fonógrafo de Edison (1877)

· 1881 – Foi inventado o 1º disco de corte lateral, com 10 polegadas de diâmetro, sulcos profundos e marcas fortes para que o som seja reproduzido por uma máquina desenvolvida por Chichester Bell em 1881. (na altura ainda não tinha sido inventada a máquina para tocar estes discos, o “Grafofone”, apenas construído em 1985).

· 1885 – Foi Inventado por Chichester Bell e Charles Tainter um segundo tipo de fonógrafo, o “Grafofone”.

· 1888 – Emile Berliner inventou um terceiro tipo de fonógrafo, o “Gramofone”, que faz a leitura horizontal do disco. Berliner foi o primeiro a produzir em massa cópias de vulcanite de borracha dura a partir de uma gravação master de zinco. (deixa de ser necessário, por exemplo., que um cantor tenha que cantar 10 vezes para que grave 10 discos).

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Fig.3 – Gramofone (1888)

· 1898 - Valdemar Poulsen patenteou o primeiro gravador magnético, chamado “Telegrafone”. A gravação era feita num fio de metal.

· 1902 – Foram inventados os discos de dois lados, na América do Sul, por Ademor Petit.

· 1906 – A “Victor Talking Machine Company” introduziu o primeiro fonógrafo totalmente encapsulado numa caixa, que em 1907 se tornou massivamente conhecido por "Victrola". Foi gasta uma larga quantidade de dinheiro na divulgação e publicitação do nome “Victrola” na sociedade, o que levou a que, a certa altura qualquer fonógrafo de mobília fosse chamado “Victrola”.

· 1913 – Edison aderiu ao formato do disco plano e começou a vender os leitores de discos tal como os discos da marca “Diamond-Disc”. Estes discos eram caracterizados por terem uma superfície de plástico de Condensite laminado, e uma espessura de 6,35 mm.

· 1925 – Foram comercializados os primeiros discos gravados electricamente tal como os fonógrafos da Ortophonic. O modelo era mecânico, accionado por uma manivela manual, e não precisava, portanto, de electricidade para funcionar, mas foi desenhado para tocar discos gravados electricamente no estúdio, e reproduzir fielmente a dinâmica da gravação, algo que o “Victrola” não conseguia.

· 1933 - A firma inglesa Electric & Musical Industries, mais tarde EMI, inventou as gravações estereofónicas, gravando alguns discos de 78 revoluções por minuto.

· 1935 – Apresentação do “Magnetofone”, aparelho de gravação em fita magnética das marcas BASF/AEG.

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Fig.4 – Magnetofone (1935)

· 1939 – Marvin Camras inventou o gravador de som em fio de aço, que foi muito utilizado durante a 2ª Guerra Mundial.

· 1948 – A companhia Columbia introduziu o disco de longa duração (LP - Long Playing) com 12’’, 33-1/3 rpm, e com capacidade para 23 minutos em cada lado do disco. Este disco era feito de vinil, que apareceu em substituição da goma-laca, usada até esta altura, e apresentava sulcos microscópicos (microgravação).

· 1949 – A companhia RCA introduziu os leitores e gravadores de discos de 7’’ de 45 rpm, que usavam também a microgravação.

· 1949 - A empresa Magnecord adicionou uma segunda cabeça ao gravador mono de K7 PT-6 o que levou à criação do primeiro gravador de K7 em estéreo. 1

· 1958 –A firma americana Audio Fidelity e as firmas inglesas Decca e Pye foram as primeiras a introduzir os discos estéreo de 45 e 33 rpm’s no mercado, 25 anos depois dos primeiros discos estéreo de 78 rpm da EMI.

· 1965 – A Philips demonstrou a compact audio cassette”. Uma K7 com 4 pistas e que permite 30 a 45 minutos de música estéreo em cada lado da K7. (imagem da K7)

· 1969 – O sistema de redução de ruído para K7’s “Dolby Noise Reduction” foi introduzido.

· 1980 – O primeiro leitor de CD’s foi finalizado, resultado da união entre as empresas Philips e Sony.

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Fig.5- Primeiro leitor de CD’s da Sony (1980)

· 1986 – Apareceu a “Digital Audio Tape”, ou DAT, introduzida pela Sony/Philips. Devido a problemas de patentes da marca, o desenvolvimento de versões mais acessíveis para o consumidor para o consumidor foi sendi adiado, o que levou a que o preço desta tecnologia se mantivesse sempre muito elevado.

· 1989 – O Instituto alemão “Fraunhofer Institut Integrierte Schaltungen” recebeu a patente alemã para o MP3 (MPEG Layer III).

· 1992 - Após o fracasso comercial do DAT a Sony apresentou um suporte digital novo, com uma qualidade próxima da de um CD: O Mini-Disc

· 1998 – A Denon introduziu o primeiro leitor de HDCD (High Definition Compact Disc).

· 1998 – Foi criado o DVD-Audio. A sua capacidade seria a mesma que a de um DVD-Vídeo (4.7/8.5/9.4/17 GB), a taxa de amostragem seria superior à do CD, mas a tecnologia empregue é a mesma que a do CD, o PCM (Pulse Code Modulation).

· 1999 – A Sony apresentou em San Diego, a 30 de Setembro, um possível sucessor do CD, o SACD (Super Audio CD). O SACD é um salto qualitativo em relação ao CD pois grava em “D.S.D.”, “Direct Stream Digital”, que é um avanço em relação ao PCM.

Nos nossos dias, continuamos sem saber qual dos formatos irá suceder ao CD. Por enquanto o uso generalizado entre as camadas jovens da sociedade dos formatos digitais como o WAV ou o MP3, tem sido a escolha mais económica, e tem por isso abalado a indústria musical com o seu livre acesso em sites ou o seu tráfico cibernético através de programas P2P (Peer to Peer).

domingo, 13 de abril de 2008